Santiago L. Wolfschimdt

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Santiago L. Wolfschimdt

Mensagem por Santiago L. Wolfschimdt em Sex Dez 26, 2014 4:57 am



21 anos
Valentão
Borderline

▲HISTÓRIA ▲


Tudo o que podia sentir eram braços fortes me puxando com grosseria de cima do corpo de minha mãe, uma mão tentou tirar a faca sangrenta que segurava, mas algo em minha mente me fez dar um alto grito e enfiar a faca no peito do policial antes de sair correndo porta afora. Mas minhas pequenas pernas de um garoto de 9 anos não foram páreas para os vários homens armados na porta de casa. Eles não tiveram pena em me apagar com uma coronhada e me jogar no fundo da viatura.
Passei um ano viajando entre lares adotivos, nenhuma família me quis, assim como desconfiei que aconteceria. Ninguém em sã consciência adotaria um garoto que assassinara sua própria mãe. Os policiais ou os chamados psicólogos não se preocuparam em fazer perguntas, depois desse ano rodando entre casas e o orfanato recebendo os relatórios de meu comportamento agressivo, fechado e aparentemente esquizôfrenico foram o suficiente para decretar que eu merecia ir para um hospício.

...


-Me solte. Disse entredentes para o homem que estava comigo dentro da van, estávamos a caminho do sanatório e eu não estava nem um pouco contente em ficar preso em uma camisa de força. Minha sorte é que eles foram burros o suficiente para achar que eu não me soltaria. -Ou o que moleque? Vai contar pra mamãe? Respondeu ele em tom de troça e ironia. Travei meu maxilar e olhei para ele com uma sombra de raiva nos olhos. -Não... Vou te matar. Falei com raiva. Ele apenas riu,  mas mostrei meus braços soltos da camisa e sua risada se desfez para um olhar de medo, agora era eu quem sorria. -Ops. Falei antes de me lançar sobre ele.

...


Depois de meia hora e uma viagem mais agradável chegamos no lugar que eu ficaria. As portas da van foram abertas e alta conversa que acontecia do lado de fora se encerrou. Lancei meu melhor olhar inocente, o que só fez a cena parecer ainda mais macabra.  O homem que antes estava rindo de mim e fazendo piadas sobre minha mãe jazia agora a meu lado com o rosto ensanguentado, seus globos oculares giravam em minhas mãos em um malabarismo. Minha camisa de força que antes era alva como um algodão, agora estava banhada em vermelho.
Nenhum deles ousou se aproximar de mim, um pequeno garoto com agora 10 anos de idade, engraçado. Aquele foi o primeiro dia que precisei ser sedado, uma dose não foi o suficiente, eles precisaram usar um numero de doses que teria matado um homem adulto comum.
Acordei grogue, deitado em um chão gelado e com roupas limpas. Me ergui para ver um cubículo pequenino, com um colchão fino e um cobertor que provavelmente deveria ter alguma doença sobre ele, uma espécie de privada improvisada, as paredes estavam riscadas e não existia nenhuma janela. A porta parecia ser de ferro reforçado e possuía duas pequenas aberturas que seriam utilizadas para comida e para os homens verificarem a mim.
Peguei uma das diversas pedras soltas que tinha por ali e risquei meu primeiro dia na parede, meu primeiro dia no inferno.

...


Me ergui e risquei mais um dia na parede já cheia de riscos, aquele pelas minhas contagens era o 1460˚ dia meu preso naquele inferno. Me sentei no chão e puxei um livros, presente que a chefe do sanatório havia me entregado no dia em que fez uma entrevista comigo, após minha quinta tentativa de fuga. Voltar a ler depois de quase dois anos havia sido uma tarefa complicada, ainda mais com a escuridão constante com a qual vivia. O silêncio era meu melhor amigo, e eu preferia assim, quase não havia dito alguma palavra desde que chegara.
O tempo passava como normalmente, até que algo fora do comum chamou minha atenção, altas vozes do lado de fora da minha cela e os gritos de um garota. Ouvi a porta da única cela existente além da minha ser aberta e depois fechada com força.
Conseguia escutar algo ser dito em baixo tom por um dos buracos da parede e me deitei contra o chão, olhando por ele pude ver os pés de alguem na cela ao lado. Abri a boca para falar algo, mas nada saiu, então me levantei e fui até o papel que eles usavam para me entregar a comida, separando um pedaço de pão duro. Se eles fossem fazer com essa garota o mesmo que fizeram comigo, ela provavelmente passaria alguns dias sem comida ou água. -Coma, e não pense em fugir. Tudo o que era possível eu já tentei. Disse como um aviso, empurrando o pão pelo buraco. Ergui a camisa branca que vestia e pude ver minha recordação da ultima tentativa de fuga, uma grande cicatriz que cruzava todo meu abdômen. Balancei a cabeça e peguei o resto do pão e comi, molhando no pouco de água que me era oferecida.

...


A parede já tinha mais números do que podia suportar e o chão também virou um quadro negro. Quase 4000 dias preso naquele lugar, nem fazia ideia de quantos anos eram aquilo, não fazia ideia da minha própria idade. Olhei para a garota deitada no chão, dormindo o mais calmamente que podia e sorri. Eu havia dado de bom grado meu colchão (se é que aquilo podia ser chamado assim) e meu cobertor.
E foi ali que eles entraram, provavelmente acharam que estaríamos dormindo. Homens agarram ela pelos braços e mesmo com os gritos dela, começaram a arrastá-la para fora. Me ergui de um pulo e quebrei o pescoço de um dos invasores e quando me movi para o segundo e comecei a sufocá-lo, senti a picada em meu pescoço. Cai de cabeça no chão, minha visão embaçando aos poucos e mostrando ela ser arrastada pelo corredor. Foi minha ultima visão dela.

...


-Onde ela está?! Gritei apontando a faca para o peito da mulher, conseguia sentir o cheiro da fumaça, o olhar de terror que ela me lançava não me dava nenhuma sensação. Rapidamente ela me entregou um arquivo, sorri antes de me aproximar e colar minha boca contra seu ouvido, minha barba raspando em seu rosto. -Isso é por tudo que me fez passar. Disse roucamente instantes antes de cortar sua garganta.
Corri pelo corredor já coberto pelas chamas, não ligando para as queimaduras, precisava sair de lá, precisava encontrar Cecília, não importando os custos. Sai de dentro do prédio que se alto destruía, ignorando os gritos agonizantes de gente presa nos quartos ou salas, ignorando as sirenes que ao fundo indicavam a chegada dos bombeiros e corri pelas ruas.

...

-Você realmente não pensou que iria conseguir ir longe, pensou moleque? Ouvi a voz soar alta no pequeno cubículo e mordi o lábio inferior para não deixar nenhuma expressão de dor sair de meus lábios ao sentir o cacetete bater com força em meus dedos. Olhei para ele com um sorriso sádico e cuspi em seu rosto antes de receber um golpe em meu rosto e sentir o mundo apagar.
Quando voltei a consciência pude ver um homem com um jaleco branco sentado onde antes estava o policial. Ele segurava um grande arquivo nas mãos e me encarava com um olhar analítico. -Quando foi internado aos 10 anos, te classificaram como um clássico caso de esquizofrenia. Ao 14 o classificaram como múltipla personalidade e aos 19 voltaram a te classificar como um esquizofrênico. Causaste muito caos por onde passou meu jovem. Disse com uma voz calma e metódica, passando as páginas dos meus arquivos.
-E onde isso vai levar? Perguntei, batendo os dedos rapidamente na mesa, seguindo um ritmo pré-determinado por minha mente. -Isso significa que você vai para um lugar onde receberá o tratamento adequado para seu problema. Falou por fim, se erguendo e saindo pela porta, sem dar mais explicações.
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Re: Santiago L. Wolfschimdt

Mensagem por Santiago L. Wolfschimdt em Sex Dez 26, 2014 5:05 am



Cecília Salvatore
Possessão

∆ Santiago conheceu Cecília durante seus anos internado em um hospício, onde era mantido em uma solitária e ficava afastado do mundo por ser considerado perigoso demais. Depois de anos, ela foi colocada na cela ao lado e após algum problema, a jogaram na cela dele com a intenção de que se matassem. Isso não ocorreu, ao invés, os dois formaram uma relação de posse.
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sentimento

∆ construção

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